quarta-feira, 15 de abril de 2020

De onde vem a força



Vi ontem um comentário no Instagram do Bispo em que uma moça chamada Tatiana pedia ajuda. Ela foi diagnosticada com câncer e o médico a desenganou. Com medo e desanimada, ela pede ajuda, diz que acredita que Deus pode curá-la, mas está sem forças para lutar. Eu ainda estou na luta por minha cura, mas vi o poder de Deus tantas vezes nessa caminhada da fé que não deu para não responder. Já ouvi o médico desenganar meu esposo, que estava internado na UTI com infecção generalizada por uma peritonite após uma obstrução intestinal e periapendicite. Ele estava desnutrido, anêmico e imunossuprimido. Pela medicina, não tinha chance. No hospital, eu era a louca que cria. O pessoal me olhava com pena. E hoje, quase 15 anos depois, o lindão está aqui em casa, vivíssimo. Eu sei em Quem eu creio e não tem como não falar.

E, aproveitando o que chamo de “milagre da noite” (ultimamente começo a me sentir melhor perto da hora de dormir rs), resolvi responder. Ficou enorme (para um comentário de Instagram, para um post é pequeno) e, além de colocar lá, achei que deveria publicar aqui. Pode ser que ajude alguém:

Jesus disse para Jairo, no momento em que ele recebeu a notícia da morte da filha: “não temas, crê somente”. Porque Jairo obedeceu, viu Jesus ressuscitar sua filha. Ele trouxe a menina da morte! Nem hoje a medicina sabe fazer isso, mas Deus sabe. Assim como Jairo, você tem uma decisão a tomar: ou crê que vai morrer (palavra do médico), ou crê que será curada (Palavra de Deus). Nenhuma das duas coisas aconteceu ainda e você pode escolher em qual irá colocar a sua certeza (sua fé).

Não tenha medo, a força para lutar vai vir da sua fé, que Deus vai fortalecer conforme você buscar (Ele está contigo!). Acompanhe as mensagens de fé e coloque em prática o que aprender. Enxergue a Palavra de Deus como o que ela é: verdade irrefutável. É impossível não se cumprir! E vou te dizer: a medicina não sabe nada, entende muito menos do que a gente pensa. Já vi muita gente curada de câncer nas reuniões de terça com o @pastorgrando. Acompanhe essas reuniões. 

Além de terça, não perco as de quarta, sexta e domingo. Também estou na luta por minha saúde, contra uma doença rara e para a qual a medicina não conhece a cura. No passado eu já fui curada de depressão e de outros problemas e te asseguro: ao entrar no Reino de Deus, você está entrando num mundo em que TUDO é possível. É o que diz a Palavra dEle. É isso que me dá forças para lutar e vencer. Sempre que vier um pensamento de medo ou de morte, não acredite nele. Rejeite. E lembre-se de que você escolheu crer.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Todo mundo consegue perseverar



Domingo assistimos à reunião das 9h30 do Templo de Salomão, com o Bp Renato Cardoso, pelo canal 21. Ele falou sobre a diferença entre a fé emotiva e a fé comprometida com a Palavra de Deus. A fé emotiva não sustenta nas situações difíceis. A pessoa cuja fé é emotiva se desespera, fica ansiosa, com medo, muda seu comportamento para pior. Já a pessoa cuja fé é comprometida permanece firme, não depende das circunstâncias, porque ela decide permanecer firme. É mesmo uma decisão racional.

Anotei uma frase do Bispo: “Quanto pior a situação, mais firme (a pessoa que tem a fé comprometida) está com Deus. Podem fechar a porta da igreja, mas não podem roubar a fé dessa pessoa”. Ter uma fé assim foi uma decisão que tomei e que continuo tomando diariamente, porque eu quis ser essa pessoa que permanece firme em qualquer circunstância (e estou provando isso aqui no vale da sombra da morte). E, incrivelmente, isso era algo que eu fazia em algumas áreas da minha vida secular, mas não sabia aplicar à minha fé.

Para você ter uma ideia do uso inútil da capacidade de convicção, ou do desperdício de perseverança, eu sustentava uma argumentação por horas, só para ganhar a discussão. Gastava minha energia sendo teimosa com as pessoas ou insistindo em situações e comportamentos que só me faziam mal. Mas desistia de quase tudo o que era bom para mim (problema espiritual detected). Ou seja, eu sabia insistir e sabia desistir, só não sabia a hora certa de fazer essas coisas.

Todo mundo sabe insistir. Todo mundo consegue perseverar. Durante a depressão, chorar todas as madrugadas pensando que ninguém me entendia e que a vida era só dor e desespero exigia de mim uma perseverança violenta. Hoje, só de pensar em passar horas me torturando com pensamentos negativos, eu já fico com preguiça, mas dos 17 até o mês em que fiz 20 anos, esse foi meu roteiro de quase todas as madrugadas.

Escrevia no diário ou em algum caderno (tenho eles até hoje), falava do meu dia e das minhas dores da alma e escrevia uma poesia horrorosa qualquer falando de solidão e vazio (tenho uma pasta cheia dessas poesias). Depois ficava pensando (conversando com gremlins) por HORAS, até o dia nascer. Chorava tanto que a dor chegava a ser física, um desespero que parecia que eu ia morrer. Você não tem ideia (ou talvez tenha) do esforço que uma pessoa precisa fazer para se manter nesse estado. É um treinamento de horror. Você não pode simplesmente dizer: “não posso pensar nisso agora, vou dormir porque amanhã cedo tenho aula”. Você se força a entrar no moedor de carne mental e fica lá girando a manivela da autocomiseração, da desesperança, da raiva, do desespero.

Dá trabalho e exige perseverança e foco. Por que raios eu nunca pensei em direcionar toda essa energia para a busca por Deus? Para a convicção de que o que a Bíblia diz é a verdade que poderia mudar a minha vida? Porque eu achava que já tinha encontrado. No alto da minha arrogância adolescente, eu achava que já tinha as respostas, ainda que as disfarçasse em forma de dúvida. Está mais perto da saída quem reconhece que está preso e que não consegue sair sozinho.

Mas mesmo depois que saí desse buraco, me enfiei na acomodação religiosa e não coloquei toda a minha energia em me entregar a Deus. Ele tirou minha depressão, consegui remendar meu interior, mas continuei com a velha vida. Continuava sendo a mesma Vanessa, só menos negativa. A mudança total, mesmo, foi rápida, mas antes disso levei dez anos para perceber que precisava mudar. Que precisava morrer. E é isso o que significa se entregar: morrer no Altar. Não me importava mais o que me aconteceria no futuro, estava pouco me importando com o passado ou o presente, o que eu queria, gostava ou planejava, coloquei tudo no Altar. Deus poderia fazer o que quisesse com aquilo, com a minha vida. Eu decidi não existir mais. Morrer para este mundo e para mim mesma. E que Ele me ensinasse tudo de novo e me reconstruísse. Que Ele me fizesse do zero. Foi assim que eu nasci aos 29 anos.

Mas ninguém nasce sabendo andar, pular e correr. Isso quem traz é o crescimento. E tudo o que me aconteceu nos últimos dez anos serviu para fortalecer minha fé e me ensinar a usar minha perseverança a meu favor. Manejar a arma que eu já tinha, afiando minha espada e treinando para que esteja pronta sempre que eu precisar. Não sou forte, guerreira e resistente. Eu sou fraca, cheia de defeitos, naturalmente propensa a desistir e a desanimar — como a esmagadora maioria das pessoas. O que me faz forte (e realmente me faz, porque se permaneço assim, não sou arrastada pela fraqueza) é manter o exercício da fé comprometida. É empregar diariamente a minha energia e o meu foco no fortalecimento do meu espírito, na convicção de que Deus está comigo, de que Ele é bom e que tudo aquilo que prometeu se cumprirá. 

E para conseguir manter esse exercício, é absolutamente necessário ter cuidado com aquilo que entra pelos meus ouvidos e pelos meus olhos. E com o que se passa entre as minhas orelhas também. A essa altura do meu campeonato, não faço mais queda de braço com os meus pensamentos. Dentro de mim hoje tenho uma Força que me faz ser maior do que eles. Aí a gente enfrenta qualquer coisa. Passa pelo meio de qualquer tempestade, de qualquer vendaval. A vida vira de cabeça para baixo e você permanece em pé. O futuro se torna um borrão indefinido e você continua confiante. Agora você faz parte desse povo doido que não está nem aí para o que vê, ouve ou sente. Esse povo doido que simplesmente SABE em Quem tem crido e que, conforme mantém essa confiança, começa a ver o impossível acontecer. E eu já perdi a conta de quantas vezes vi o impossível. E temos uma Fonte infinita de impossíveis. Independentemente de qualquer dificuldade que venhamos a enfrentar, esta é uma vida que vale a pena viver.

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PS. Hoje é o segundo dia do Jejum de Daniel e eu fiquei sabendo que o governador de São Paulo prolongou a quarentena até o dia 22/04...eu não disse que a gente acaba sabendo das coisas que precisa saber, mesmo não indo atrás das notícias?

sábado, 4 de abril de 2020

Jejum de Daniel no momento mais necessário


Hoje, na videoconferência do Congresso Renovação, a reunião que a Universal faz com pastores e líderes de outras denominações cristãs, o Bispo Macedo sugeriu que todos abrissem um Jejum de Daniel durante o período da pandemia.

No momento em que a mídia está com a coleira da percepção popular na mão, sugerir isso parece loucura. A intenção do Bispo não é afrontar ao sistema, mas a de Deus talvez seja. Desconectar o povo dEle dessa insanidade e nos manter ligado ao que realmente importa. O que tínhamos de saber sobre como evitar o coronavírus nós já sabemos. Se precisarmos saber de alguma outra coisa absolutamente necessária, pode ter certeza de que não faltará quem nos informe. Todo mundo que já fez jejum de Daniel sabe como funciona. É praticamente impossível ficar sem saber de algo realmente importante. O resto, as infinitas suítes dos veículos de comunicação que descobriram no coronavírus a mina de ouro do aumento da audiência, não nos acrescentam em nada e dispenso, sem cerimônia.

Para quem não sabe, o Jejum de Daniel é um jejum de entretenimento e informações seculares. Com base no texto bíblico em que Daniel diz não ter comido manjar desejável por 21 dias para buscar entendimento de certa visão que Deus lhe havia dado, nos abstemos por 21 dias do “manjar desejável” de entretenimento e conteúdo secular, e usamos esse tempo para ler mais a Bíblia, orar mais e pensar mais nas coisas de Deus, buscando o entendimento espiritual, o desenvolvimento da nossa fé e o Espírito Santo, que nos dá a verdadeira sabedoria. É um período maravilhoso em que nos fortalecemos e crescemos muito.

Nesse período de pandemia, não podemos sair de nossas casas, não podemos trabalhar, não podemos viver normalmente, não podemos abraçar, não podemos receber visitas, mas podemos escolher a qual voz daremos ouvidos e qual tipo de conteúdo alimentará nossa mente. Eu já tinha decidido deixar de ser escrava das notícias e estava olhando uma vez por semana em vez de várias vezes por dia.

O Jejum de Daniel é a maior afronta ao sistema invisível que rege este mundo. Quando poderíamos imaginar viver uma época em que a coisa mais subversiva que alguém pode fazer é se desligar das informações seculares?

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”

1 Coríntios 2.14

E que nos achem malucos! E que não nos entendam! E que nos critiquem, nos chamem de alienados, de ignorantes, como se o que eles fazem estivesse resolvendo alguma coisa. Como se eles fossem algum tipo de exemplo ou soubessem o que estão fazendo. Não são. Não sabem.

Por outro lado, não duvido que muita gente de outras denominações (e até quem nem tem religião) se interesse pela ideia de fazer um jejum de informações nesse período, usando o tempo para algo mais produtivo e emocionalmente mais construtivo. Porque as pessoas já estão exaustas de notícias que nada lhes acrescentam e que ninguém pode fazer nada para mudar. E estão mais cansadas ainda dos oportunistas que se aproveitam de uma tragédia para tentar se promover ou derrubar adversários. Ou, como grande parte dos veículos de comunicação, para aumentar a relevância de seus produtos e elevar o valor de seus espaços publicitários.

Para quem não acha que consegue ou está tão viciado nas notícias de hora em hora que não quer se desligar delas, eu sugeriria reduzir a quantidade de notícias que consome, como eu estava fazendo. Olhe uma vez por semana, selecionando só o que for realmente relevante e dando preferência aos portais de notícia, porque no texto escrito a gente consegue pegar apenas os dados, com mais facilidade. No texto de TV, o componente emocional junta dados e interpretações em um formato difícil de filtrar. Em outros momentos, procure conteúdos que façam bem ao seu espírito. E, por favor, mantenha distância de redes sociais tóxicas. Não olhe o feed. Entre direto no seu perfil e escolha o que irá ver indo diretamente nos perfis e páginas que quiser. Tome de volta o controle do seu tempo e da sua mente. Garanto que já perceberá grande diferença nos seus dias e na sua disposição física e mental.

Uma coisa eu digo, e anote aí: todo mundo agora está bebendo da negatividade e do desespero da mídia, se consumindo em ansiedade, desesperança, medo e estresse. Se o povo de Deus se afastar dessa insanidade e aproveitar o período de isolamento para se aproximar mais dEle, fortalecer a fé, orar mais, jejuar mais, estreitar mais o relacionamento com Deus, pode ter certeza que, ao final desse processo, esse povo estará suficientemente forte para reconstruir este país. Nós seremos as poucas pessoas a sair desse caos emocionalmente melhores do que entramos.




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PS. Cá entre nós: obviamente, todos nós sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, isso iria acontecer. Se você é como eu, possivelmente já estava fazendo Jejum de Daniel por conta própria. Acho que foi o Vinicius que colocou um comentário sobre isso aqui dia desses, dizendo que a vida dele tem sido um grande Jejum de Daniel. Olhaí, meu amigo, você já estava no espírito hahaha.

PS2. Eu estou há dias para responder ao Vinícius: "você não está só", mas é claro que minha versão dessa resposta seria um texto de dez mil caracteres que não consegui fazer rs. Creio que este Jejum de Daniel consertará isso também. :D

PS3. É claro que este blog não vai ficar de fora. Vou colocar aqui as minhas anotações do dia, sobre o que eu aprender durante este período. Podem vir!

sexta-feira, 20 de março de 2020

Sobre contágio do Coronavírus e isolamento



É importante saber: como se pega o Covid-19?

Bem, se você leu o texto anterior, já sabe que o coronavírus é um vírus novo para o qual ninguém tinha anticorpos. Você também sabe que ele é transmitido por secreções corporais. A secreção mais fácil de entrar em contato com desconhecidos é o que se chama de “gotículas”, que se espalham ao espirrar ou tossir. Esse vírus não fica voando sozinho no ar, ele precisa dessas gotículas para ser transportado (embora segundo um novo estudo alguns possam ficar por até três horas voando em uma microgotícula que alguém espirrou, mas com capacidade de infecção reduzida). 

No entanto, ele parece conseguir sobreviver por dias em superfícies, fora do corpo humano. Aí você pode imaginar: humaninho tosse no supermercado perto do pacote de macarrão, uma gotícula cheia de vírus cai sobre o pacote de macarrão, meia hora depois você aparece e pega o pacote, toca na gotícula seca (eca) e vários vírus se transferem para a pele da sua mão. Onde você tocar, eles vão ficar. Eles não são absorvidos pela pele, mas podem entrar no seu organismo pelos olhos, nariz ou boca se suas mãozinhas forem para um desses lugares  antes de se encherem de álcool gel (ou de serem lavadas com água e sabão, porque você é uma pessoa limpinha). O vírus é altamente transmissível, justamente porque nosso corpo não tem anticorpos específicos contra ele. E o vírus tem uma camadinha de gordura, por isso morre com sabão ou com álcool em gel.

Reduzindo as chances de contaminação

Parece ser tudo uma questão do nível de exposição (que determina a carga viral: quanto maior a quantidade de vírus no organismo, mais grave a doença) e do quão rápido seu sistema imunológico é capaz de combater a infecção. É o exército que seu corpo tem para combater os terroristas. Primeiro, ele precisa reconhecer o terrorista e leva algum tempo para fotografá-lo e construir a arma personalizada contra ele. 

Esse exército é capaz de destruir o vírus terrorista, mas, para isso, ele deve estar em boas condições antes de encontrar o vírus (soldados desnutridos e fraquinhos — ou com armas estragadas — têm mais dificuldade nessa batalha), então pessoas que têm se cuidado, com bom estilo de vida — bebem bastante água, se alimentam bem, não comem açúcar, fazem exercícios físicos e lidam bem com o estresse (não são dramáticas nem vivem estressadas) saem em vantagem nessa briga. Mas sedentários que comem mal, bebem pouca água, dormem mal, vivem estressados e se enchem de álcool ou drogas têm sabotado suas próprias chances. Repito: o que faz diferença é o nível de exposição e as condições do sistema imunológico para combater uma coisa que ele nunca viu na vida.

Algumas dicas de 7 alimentos que ajudam o sistema imunológico estão no quadro abaixo, feito pelo Dr. Fabio Denardin (leve em consideração que o organismo precisa de um tempo para conseguir construir a imunidade com os nutrientes que consome. Portanto, começar a comer direito ANTES de ficar doente é sempre uma atitude inteligente):



Além deles, você pode acrescentar à sua dieta cápsulas de ômega 3, aumentar a ingestão de água e dar um tempo no álcool e no açúcar. Esse último item (açúcar) é o mais difícil para mim, porque sou "formiguinha" desde que nasci, mas se eu estou conseguindo, qualquer um consegue. Também tem boas dicas sobre isso neste link: Alimentos que fortalecem o sistema imunológico

O porquê do isolamento

A orientação de isolamento é para tentar evitar que muita gente fique doente de uma só vez. Não tem médico nem leitos hospitalares nem material para atender milhões de pessoas de uma vez. Os recursos são limitados, então o que o governo está tentando fazer é evitar que todo mundo se contamine ao mesmo tempo, o que aconteceria se as pessoas continuassem só fazendo tudo o que têm vontade, o que vinham fazendo até então. 

A ideia é buscar um cenário em que o número de infectados por vez seja suficiente para que os hospitais deem conta. Um grupo melhora, o outro vai ficando doente. Aí eles conseguem atender todo mundo.

Então, a quarentena não é porque o vírus é horroroso e todo mundo vai morrer, mas sim para garantir que todos os que se contaminarem terão assistência médica adequada, sem deixar de atender quem precisar de ajuda médica por outros motivos. E cabe à população agir como gente adulta e reduzir a circulação na rua. Não vai cair um braço se ficar sem fazer o que você quer por um tempinho. Aí a gente vê a importância de saber sacrificar a própria vontade por um objetivo maior. 




Para ler o texto anterior, clique em: É preciso ter medo do coronavírus?

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quinta-feira, 19 de março de 2020

É preciso ter medo do coronavírus?



Vou fazer alguns posts sobre toda essa situação de pandemia e também sobre o isolamento. Se tiverem alguma pergunta, por favor, fiquem à vontade para fazer.

Acho que não preciso explicar a ninguém que está havendo uma pandemia de covid-19 no mundo (poderiam ter arrumado um nomezinho melhor para a doença. Mas eu acho que os caras que davam nomes legais como “gripe” e “resfriado” já morreram). Trata-se de um vírus novo. Ele é transmitido por secreções corporais e ataca os pulmões. Não causa gripe, causa uma doença própria e até pouco tempo desconhecida, cujos sintomas iniciais se assemelham aos da gripe, mas que é muito mais agressivo para os pulmões. Sendo um vírus novo, ninguém tinha anticorpos contra ele. 

Preciso ter medo do coronavírus?

A resposta rápida é: não. Você precisa se cuidar, seguir as orientações das autoridades, e ter paciência de esperar o surto passar, mas pode perfeitamente fazer tudo isso sem se entregar ao medo. Não fique olhando notícias toda hora. As notícias são escolhidas para gerar mais engajamento e mais audiência, e nem sempre o jornalista tem consciência do que aquela informação vai causar em quem a está consumindo. Na ânsia de dar a notícia logo, muitos veículos publicam informações pela metade ou em linguagem que só é clara para eles mesmos, então o público fica sem saber a que conclusão chegar.

O problema é sério? Sim, é sério. Por isso, é preciso seguir as orientações das autoridades, mas não é caso para pânico, para achar que vai morrer ou que vai perder os familiares. Este é o momento para praticar tudo o que você tem aprendido sobre fé, e manter a convicção de que tudo ficará bem. 

Muitos entendem as coisas com a emoção e não com a razão, e já buscam uma forma de resumir a informação em vez de tentar entendê-la. O pânico é inútil. Se o problema existe, vamos lidar com ele. Se podemos fazer alguma coisa, nos desesperar é inútil, só vai nos fazer perder tempo. Se não podemos fazer nada, nos desesperar é inútil, porque não mudará coisa alguma. Se tem uma coisa que aprendi com o Casamento Blindado é: Emoção não é ferramenta para resolver problemas. Se existe um problema, devemos pensar: o que devemos fazer para resolver esse problema?

É importante não entrar em pânico, mas quando ouvem isso as pessoas acham que significa que os governos estão exagerando e que está ok ir à praia ou à balada trocar secreções corporais com desconhecidos. Não entrar em pânico significa seguir as orientações do governo, mas sem entrar em pânico. Só isso. Sem desespero, sem achar que vai morrer ao primeiro espirro, sem esvaziar o estoque do supermercado, sem superlotar os hospitais desnecessariamente. Mas sem achar que é vida normal. É necessário fazer adaptações, como ir do trabalho direto para casa (para quem está acostumado a esticar até o bar com os amigos), cortar baladas e passeios para evitar exposição.  

Se as pessoas fossem mais pragmáticas, não teríamos problemas para lidar com essa pandemia: vamos seguir as orientações para diminuir o ritmo do contágio, e o sistema de saúde terá condições de atender a todos. Vamos manter nosso sistema imunológico mais forte, e ele terá condições de combater a doença. 

E para todo o resto que não depende de nós, aqueles que creem em Deus devem orar para que Ele dê sabedoria aos profissionais que estão pesquisando antivirais, tratamentos e vacina para essa doença. Vamos orar pelo povo que está exposto, para que todos se recuperem bem. Vamos orar pelas nossas autoridades, para que tenham condições de fazer as escolhas mais acertadas para o nosso bem. Vamos orar pelos profissionais da saúde, para que se mantenham saudáveis e consigam ajudar os pacientes que lhes procurarem. 

Temos tudo a nosso favor. Ao contrário do que aconteceu na China e da Itália, o coronavírus não está chegando aqui no inverno, o que significa que ele não vai encontrar muitos idosos fragilizados com infecções respiratórias comuns da estação e pessoas aglomeradas por causa do frio. E também não é mais tão desconhecido quanto era quando infectou esses países, já sabemos como ele age e o que deu certo ou não nos lugares mais atingidos. Conseguiremos implementar medidas de contenção a tempo (se o povo colaborar, principalmente), temos um povo forte e que sabe se unir quando precisa (não só para torcer para o Brasil na Copa). 

Não tem por que ficar focado no pior, esperando o pior ou achando que o que aconteceu na Itália acontecerá aqui. São realidades diferentes, em momentos diferentes. Vamos ser pragmáticos e positivos. Manter os cuidados e não nos desesperar diante de notícias de quem só quer ser o primeiro a contar, mas não se dá ao menor trabalho de esclarecer de verdade. 



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PS. A propósito, domingo, dia 22 de março todos aqueles que creem no Deus da Bíblia (independentemente de ter ou não religião) estão convocados a fazerem oração e jejum pelo nosso país. Vamos unir nossa fé para que Deus sare nossa terra, conforme Ele diz em 1 Crônicas 7.14). Espalhe essa notícia!

PS2. Amanhã coloco a segunda parte desse texto.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Como assistir aos cultos à distância





Seguindo a orientação da igreja, domingo fiquei em casa porque estou com sintomas fortes de gripe. Falei com o meu médico (à distância), que me orientou quanto ao tratamento, e fiquei de repouso desde então. Com muitas dores no corpo, eu estava de cama, mas não iríamos deixar de acompanhar a reunião pela internet, como sempre fazemos quando não conseguimos ir. Não é a mesma coisa de ir presencialmente, já que na igreja há todo um ambiente propício ao foco que não conseguimos ter em casa normalmente. Por isso, é importante saber como assistir aos cultos em casa, para ter melhor aproveitamento.

Fizemos nosso kit logo cedo: Univer aberto no computador, Bíblia, caderninho de notas, caneta, garrafa de água, suco de uva e pão consagrados para a Santa Ceia improvisada e celular para fazer nossa oferta via aplicativo. O segredo está em agir em casa como se estivesse na igreja: em silêncio, com a Bíblia, celular desligado (ou no silencioso), porta fechada (trancada, se for o caso) e atenção total. 

Se for possível, é legal separar uns minutinhos antes da reunião para já se desligar de todas as outras coisas e se preparar para o culto. Ore, pedindo a Deus que fale com você, se coloque à disposição para ouvir. Coloque uma música instrumental, como as que tocam no Templo (as músicas da dupla norueguesa Secret Garden, por exemplo) ou uma música meditativa, como "Nada Mais", da banda Universos, tocando baixinho, como fundo, e fique lendo a Bíblia ou um livro da igreja, meditando no que está escrito, até a reunião começar. 

 Lembre-se: você está na igreja. Então não atenda ao telefone e ignore notificações. E esqueça o computador, esqueça a internet, esqueça todas as outras coisas, como se você não estivesse em casa. As pessoas estão acostumadas a fazer mil coisas enquanto veem vídeos no youtube. Culto não é Youtube. Separe essas duas horinhas do dia exclusivamente para Deus e demonstre respeito. 

O Bispo começou a orar, feche os olhos e ore também. Pediu para levantar a garrafa de água, levante a garrafa de água. Pediu para colocar as mãos na cabeça, coloque as mãos na cabeça. E por aí vai. Mantenha concentração total no que estiver sendo dito. Se puder cantar enquanto as pessoas estiverem cantando, cante. Se não puder, cante em pensamento. Mas se transporte para a reunião, esteja na igreja em espírito. Se não puder fazer barulho por causa da família, coloque fones de ouvido e se feche no seu mundo (ou no banheiro).

É sempre bom lembrar: se você quer participar do culto, então sacrifique sua vontade de olhar o Instagram. Se estiver assistindo pelo Facebook, não fique comentando (você está na igreja, lembra?) e não olhe outras coisas. Se quiser comentar, deixe para o final da reunião. Desligue o messenger, abra o vídeo em tela cheia e não permita que nada tire sua atenção do que estiver sendo dito. Lembre-se do que o Bispo sempre ensina: a hora da Palavra é a mais importante da reunião. Então, foco total. No meu caso, eu preciso anotar tudo o que é dito, porque, como penso exclusivamente com palavras (sem imagens) escrever é parte importante do meu processo de registro de memória. Então, anoto os pontos principais e as referências bíblicas para relembrar depois. Quando o Bispo chama os casais à frente, abraço meu marido como se estivéssemos na frente do Altar, e oramos juntos na oração para os casais.

Na hora da oferta, faça suas ofertas e cumpra seus votos como faria normalmente, mas por meio do aplicativo da igreja ou por transferência bancária (só para a conta que aparece no vídeo durante a hora da oferta, obviamente). Se tiver dízimo a devolver, pode fazer isso da mesma forma. O momento da oferta faz parte do culto (é uma parte essencial), então continue agindo com temor, e não como se fosse um intervalo. 

O importante é ter em mente que você está na igreja, assistindo à reunião e que o local em que você está agora é santo. Tenha temor e reverência, creia que Deus está ali com você e busque a Ele de todo o coração, porque Ele promete que se deixará achar. Se você estiver nessa fé, pode ter certeza de que a experiência será magnífica. Faça assim e volte aqui para contar!



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PS. Sobre o vírus que peguei: o nível da dor no corpo que tive (parecia dor nos ossos) e a frequência de Aedes Aegypti na região em que eu moro me levam a desconfiar mais de algum vírus trazido por ele do que de Covid-19, mas vá explicar isso para o coleguinha assustado enquanto você tosse. 

PS2. O vírus também atacou a rinite e a sinusite, então eles fizeram uma convenção dos sintomas respiratórios e resolveram confraternizar enquanto meu pobre sistema imunológico tentava entender o que estava acontecendo. Ainda estou com sintomas e faço parte do "grupo de risco" das pessoas com sistema imunológico maluco. Então, parece que terei de ficar em isolamento por mais tempo do que gostaria. Graças a Deus pelo Univer! Vale muito a pena.

PS3. Assim que eu conseguir concluir, vou postar aqui um texto que estou escrevendo sobre o Coronavírus, para ajudar a esclarecer de uma vez por todas quem ainda está sem saber o que pensar e o que fazer.

PS4. Também posso escrever sobre o isolamento e como agir, as questões principais a respeito do isolamento social, que parece estar pegando forte nas pessoas, mas que, para mim, é minha realidade há alguns anos. Além disso, trabalhei em home office por muitos anos e talvez tenha algo a ajudar nessa questão também. 

PS5. Parece que as reuniões também estão sendo transmitidas pelo canal 21, o que deixou minha mãe extremamente feliz (ela não tem internet, como muitas outras pessoas mais velhas que tiveram que ficar em isolamento compulsório). E também pelo Facebook do Bispo Macedo. Aliás, pessoal do isolamento: vamos nos manter ligados nas redes sociais da igreja para a gente não perder qualquer notícia, novidade ou comunicado importante.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Por que Deus permitiu isso?


Recebo muitas mensagens, mas não tenho conseguido responder individualmente. Então, sempre que puder, vou trazer alguns assuntos dessas mensagens para o blog, desde que sejam coisas que possam ajudar outras pessoas. 

A pessoa escreve dizendo que estou melhor porque acha que eu era mais intensa e agressiva antes (em um bom sentido, aparentemente), acha que agora estou mais calma, e se pergunta se Deus me permitiu ficar doente para ficar mais "serena" rs. Talvez para me ensinar a ser mais "tranquila" ou algo assim. O que ela entende como "mais serena" é, na verdade, falta de energia. Não estou escrevendo no mesmo ritmo, então o tom muda, mas minha personalidade é a mesma (intensa, espontânea, introvertida comunicativa, esquisita, do contra, fora dos padrões). 

Entendo que as pessoas queiram encontrar um porquê. "Pôxa, mas ela é tão de Deus, por que Ele permitiu isso?" A questão nem é o porquê de eu ter ficado tão doente (dica: Deus não só não tem nada com isso como também tentou evitar, eu é que preferi seguir meu ex-cardiologista, que foi o que me deixou pior. Se você passar anos tomando pouca água e parar de se exercitar, vai ficar doente. Se nasceu com Ehlers-Danlos e fizer isso, vai ter disautonomia), mas o principal nesse comentário, para mim, é a falta de consciência de quem Deus, de fato, é. Não entender direito quem eu sou é normal, porque, afinal de contas, até hoje talvez eu tenha dado pouca informação a meu respeito. Mas se você está buscando a Deus, precisa procurar entender melhor como Ele é.

Deus não coloca doença em ninguém. Eu nasci com um problema (com vários, aliás), mas nem isso foi culpa dele. Deus não faz pessoas. Ele fez o primeiro casal e deu a ele capacidade reprodutiva. Desde então, o único outro corpo humano feito diretamente por Deus foi o de Jesus. Ele não tem a menor responsabilidade sobre as mutações que causaram o meu problema e os problemas de tantas outras pessoas neste mundo, que desde a má escolha do primeiro casal não está mais sob a direção dEle. 

Eu disse, em outro post, que tenho aprendido muita coisa nesse período de doença. No entanto, isso não significa que Ele tenha permitido que eu ficasse doente "para me moldar". Deus não faz isso. Um pai jamais deixaria um filho ficar doente para ensiná-lo o que quer que seja. Doença tem duas fontes: uma, é a fonte natural. Temos um corpo e, depois que o pecado entrou no mundo, tudo foi corrompido. Certamente Adão e Eva eram geneticamente perfeitos. Depois, começaram a ocorrer mutações, que nada mais são do que erros no código. Esse corpo pós-Éden é frágil e o mundo pós-Éden tem vírus e bactérias patogênicas, entre outras ameaças. Coisas naturais podem acontecer e causar problemas no caminho. Erros no código, negligência com o próprio corpo, acidentes e uma série de coisas podem dar errado sem que seja culpa de ninguém sobrenatural. Muitas vezes as doenças naturais são causadas por uma conjunção de fatores. A pessoa já tem uma predisposição e acaba fazendo alguma coisa que desperta o problema, por exemplo.

A segunda fonte de doenças é a espiritual, o que a gente chama de "demônio". Esses seres existem e têm o poder de manipular os recursos naturais para causar doenças. Eles causam doenças e eles também se aproveitam de doenças que não foram eles que causaram, porque precisam usar o momento de fragilidade das pessoas para tentar derrubá-las. 

Só isso. Deus não coloca doença em ninguém. Deus não precisa de uma doença para me ensinar coisa nenhuma. Não precisa de doença para mudar ninguém. O fato de eu estar aprendendo coisas é porque estou buscando mais. Deus está sempre pronto para nos ajudar e nos ensinar, mas se a gente não parar para ouvir, vai perder a oportunidade de aprender. Ele não vai gritar. Ele não vai nos dar rasteira para a gente parar e ouvir. Ele não vai aproveitar a rasteira de terceiros para nos fazer ouvir. Quem for inteligente, vai correr até Ele e ouvir o que Ele tem a dizer, mas quem não for, vai continuar do mesmo jeito. Ou ficar pior.

E a gente tem que cuidar para não ficar colocando em Deus a culpa pelas coisas ruins que acontecem ou tentar achar uma forma de nos justificar atribuindo a Deus coisas que não são dEle. São dois extremos que devem ser evitados: o primeiro, ficar achando que tudo é culpa nossa, que a gente fez alguma coisa errada, etc. O segundo, achar que não tem nada errado na gente e que Deus é que está fazendo isso ou que somos vítimas indefesas. Lembre-se: doença ou tem origem natural ou é colocada pelo diabo. Deus não tem nada com isso. A gente também não costuma ter nada com isso (a menos que tenha sido por negligência). A partir daí, nós temos que cuidar nossas reações para fazer boas escolhas e tirar o melhor possível da situação adversa. E, unido com Deus, continuar lutando para resolver o problema. Não é porque a causa é natural que vou aceitar e me entregar à situação.

Quando uma doença aparece, você precisa saber que o diabo vai tentar se aproveitar da sua fragilidade para atacar. Então, é preciso se fortalecer. Nessa hora é que você vai começar a perceber que existem pontos de fragilidade na sua fé. Temos que ter humildade para correr até Deus e entender o que precisamos melhorar, sacrificar, ajustar e mudar, em vez de perder tempo tentando entender os porquês. Não é hora de porquês. Se você buscar mais a Deus, cedo ou tarde vai entender tudo. Não importa se você tem algum título ou há quantos séculos está na igreja. Se está passando por um problema, precisa buscar como uma pessoa que está passando por problema, não como o detentor de toda a santidade e que não sabe onde errou para receber tal punição. Deus não está punindo. Deixa de frescura e vá buscar mais. E isso vale para qualquer problema, creio eu. Deixa de frescura e vá buscar. Faça algo útil com o que o diabo queria usar para te enfraquecer. 





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PS. A colagem na imagem de abertura mostra a hipermobilidade característica do Ehlers-Danlos, que é uma mutação do colágeno. Esse problema tem nos dois lados da minha família e veio porque papai e mamãe resolveram fazer coisinha que faz bebê e fizeram um mutantezinho. Deus não teve nada com isso. (Ehlers-Danlos gera uma fragilidade que predispõe à disautonomia, que é o que eu chamo de "doença": um conjunto sintomas incapacitantes como falta de energia, brain fog, ataxia, pressão baixa, etc.)

sábado, 7 de março de 2020

A Terra vai pegar fogo





No livro “A Terra vai pegar fogo” (editora Unipro), o Bp Renato Cardoso faz um alerta sobre os últimos dias e uma análise do que estamos vivendo, à luz do Apocalipse. Conteúdo necessário para quem não quer ser pego de surpresa pelos eventos finais, que estão mais próximos do que a maioria gostaria.



Na minha opinião, o título ficou PERFEITO! A capa também. E o subtítulo. Atraem a atenção de forma crua e objetiva. Eu leio mais ou menos assim: "oi, acabou a frescura, vai vir um monte de desgraça por aí e todo mundo vai morrer. Mas tem como escapar, se você quiser. Se não quiser, o problema é seu". E, no final das contas, é assim que as coisas são mesmo. Suba na arca se quiser, porque o tempo está acabando.


E, depois de dois anos de muito trabalho e pesquisa, o livro sai em um momento mais do que adequado, porque a epidemia do Coronavírus se espalhando pelo mundo faz qualquer um pensar no Apocalipse. A cada ano que passa as coisas parecem que pioram, mais desastres (naturais e artificiais), mais tensão política e social. As pessoas estão piores, perfeitamente encaixadas na descrição bíblica do povo dos últimos dias:

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te."

2 Timóteo 3.1-5

Estamos vivendo os últimos dias. O livro nos traz não só um alerta, mas nos ajuda a manter o foco no que realmente importa nesses dias em que o espírito do engano e da mentira tem reinado no mundo. Cada capítulo do livro fala de um capítulo do Apocalipse, sempre trazendo algo que podemos aplicar em nossa vida para manter a nossa Salvação.


O conteúdo traz desde questões práticas para aplicarmos em nosso dia a dia e fortalecer nossa fé, até informações seculares sobre os indícios do que virá, que já podem ser vistos no mundo hoje, com todo o aparato apocalíptico sendo montado para a hora certa. Passando por questões bíblicas importantes, como o porquê do Apocalipse, o caráter dos salvos e o caráter de Deus.

Tenha em mente que este não é um livro de informações ou de estudo teológico/religioso maçante. É um conteúdo essencialmente espiritual, feito para quem quer, como disse Jesus (em Lucas 21.36), "ser digno de evitar todas essas coisas".





A pessoa bem feliz porque a Terra vai pegar fogo 😄.




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PS. Eu cheguei a ver o manuscrito desse livro antes de entrar de licença, ele ainda era um filhotinho de livro quando tive que me afastar. Agora já está aí, grande e bonito, enviando convite para a formatura. 😢 😍


PS2. Comprei o meu na tenda da esplanada do Templo de Salomão, não sei se já chegou às igrejas (pergunte a algum pastor aí), mas sei que tem para vender no Arca Center. E para quem está em SP, o autor vai fazer uma “manhã de autógrafos” neste domingo (8/03), das 8h às 9h15, na esplanada do Templo.


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A fé é uma decisão



Ando bem cansada fisicamente, e a cabeça funciona à prestação, então levo uma semana para completar um dia. É chatinho, mas tive uma virose no mês passado e o processo de recuperação é mais lento. A virose já se foi faz tempo, agora meu organismo precisa se recuperar do desgaste e do período de repouso (é, por incrível que pareça, repouso cansa, porque a criatura disautonômica  perde massa muscular). Mas estou melhorando.  

Eu estava pensando no quanto esses altos e baixos da recuperação de uma doença crônica poderiam bagunçar a cabeça de alguém que estivesse com a fé em baixa. Porque em todo esse processo, a única coisa que me ajuda a manter a sanidade mental é a fé. Fisicamente esgotada, mas nunca desanimada. Às vezes tem a tal "névoa mental" (brain fog), mas nem sombra de depressão. Meu corpo ainda está meio coisado, mas estou sempre tentando ficar bem e dificilmente você vai me ver com "cara de doente" (fico muito "miss olheira" e nem sempre estou fotografável, mas se eu saí de casa ou deixei alguém me visitar é porque estou minimamente apresentável e "visitável"). As pessoas acham esquisito o fato de eu viver sorrindo e bem humorada mesmo com tanta coisa "ruim" acontecendo. Não estou fingindo. Eu realmente estou feliz, porque minha felicidade independe das circunstâncias, ela vem do que está dentro de mim (eu não sou meu corpo). E meu foco está todo no fortalecimento da minha fé.

Passo o dia pensando nas coisas de Deus, medito no que leio na Bíblia, no que ouço nas reuniões, no que vejo nos programas da igreja... de modo consciente, absolutamente tudo o que eu vejo já tento relacionar com as coisas da fé, mesmo que seja uma notícia secular. Coloquei na cabeça que meu objetivo é agradar a Deus, sair dessa fase mais forte espiritualmente e mais preparada para destruir as obras do inferno. Quero sair dessa bem melhor do que entrei — e tenho conseguido. 

Quero ser uma pessoa melhor, tenho superado inseguranças que eu nem sabia que tinha, tenho descoberto coisas em mim para melhorar e que poderei repassar a outras pessoas em um futuro próximo. Tenho tido ideias para dezenas de livros, vídeos e artigos. Faço planos, traço metas e vou aprendendo a não dar bola para o que até pouco tempo me deixava preocupada ou chateada. Não me interessa se eu não consegui sair da cama ou se fiz uma caminhada no supermercado e não consegui fazer mais nada o dia inteiro. Os dias ruins não querem dizer nada no contexto geral. Só conto os dias bons. Meu objetivo é usar esse tempo para me aproximar de Deus, afiar a minha fé a fim de que seja impossível alguma coisa me parar novamente.

Não sobra tempo para gastar com pensamentos negativos ou sentimentos ruins. A fé é uma decisão. Ouvi isso em uma reunião do Bp. Renato e nunca vou me esquecer. A gente tem que decidir crer, independentemente de qualquer outra coisa. Por enquanto o que eu tenho ainda é muito pouco, mas é o que eu tenho, é com isso que tenho que trabalhar. Vivendo um dia de cada vez, com a certeza de que coisas incríveis estão para acontecer, porque o cumprimento das promessas é inevitável. E quando Deus diz que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus (amar é obedecer), é TUDO mesmo. 

Mesmo quando você não pode fazer absolutamente nada para mudar suas circunstâncias, por estarem fora do seu controle, ainda existe muita coisa que você pode fazer e que pode transformar o resultado dessa situação adversa. Pare de olhar o que você não tem, o que você perdeu ou o que não está conseguindo. Em um momento complicado, diante de uma situação adversa, cabe a você decidir como vai reagir. A qual pensamento vai dar ouvidos, a que tipo de atividade vai se dedicar, o que vai ler, a que vai assistir, com o que vai gastar seu tempo, que tipo de palavras e sentimentos vai permitir que frequentem sua cabeça. 

Você pode rejeitar (e expulsar) qualquer pensamento, sentimento ou sensação ruim, pode se trancar no banheiro e conversar com Deus quando precisar desabafar com alguém (é muito mais eficiente, por sinal), pode deletar do seu celular aquela rede social que rouba seu tempo e enche sua cabeça de lixo (já fiz isso com o Facebook e o Twitter, tenho que entrar no computador para acessar, se quiser. Mas isso é assunto para outro post), pode entregar suas preocupações para Deus e decidir crer. 

Essas são coisas que só você pode fazer.




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PS. Amanhã apareço de novo para conversar mais um pouco sobre essas coisas. :) 

PS2: Tudo isso para que você entenda, de uma vez por todas: não se trata de como sua vida está no momento ou das circunstâncias que você vem enfrentando. A estrutura de que você precisa deve ser construída de dentro para fora.