segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Renovando a mente — Passo 4


Além de fazer um compromisso de ficar do seu lado, além de saber diferenciar a verdade da mentira e além de fazer uma faxina mental, passando seus pensamentos por um scanner usando o checklist do post anterior, é importante entender o conceito que fará com que você consiga colocar em prática o que aprender e — principalmente — permanecer praticando mesmo que o Godzilla destrua a sua cidade e ameace pisotear o planeta inteiro (não vai acontecer, tá? Mas mesmo se acontecesse).
A razão pela qual as coisas que você tentava fazer começavam a parecer difíceis depois de um tempo e, acreditando no pensamento falso de que “nunca vai dar certo”, você acabava desistindo, é que você não aplicava o fixador de mudança de pensamento/comportamento. Eu penso nele como um spray capaz de deixar o novo pensamento ou novo comportamento bem firme no lugar até que se torne, de fato, um hábito — momento em que eu não precisarei mais ficar controlando toda hora para ver se caiu.
É esse fixador que vai manter sua mudança no lugar. É ele que vai ajudar você a resistir às dificuldades e se manter firme no seu propósito de renovação da sua mente. Assim, você continuará forte até conseguir o que quer, mantendo sua fé e confiança.
Esse spray fixador se chama sacrifício.
Passo 4: aprenda a sacrificar
Talvez você não esteja familiarizado com o conceito de sacrifício. Não estou falando de sacrifício específico, esporádico, mas de uma atitude constante. Não estou falando de sacrifício financeiro. Não estou falando nem de sacrifício físico, aquele que faz você sair de manhã para trabalhar, depois emendar com a faculdade e chegar tarde da noite, ainda preparar comida, lavar a louça e limpar a casa. Ou que faz você sair domingo de manhã para ir à igreja, ficar à tarde para evangelizar e ainda voltar à noite para ir ao estudo do Apocalipse. Estou falando do conceito, mesmo. Aquele que, se você interiorizar, vai conseguir aplicar em todas as áreas, inclusive na mais difícil: o seu coração.
Sacrifício é uma palavrinha com vários significados: oferenda a um deus, privação e sofrimento são os mais conhecidos e utilizados. Mas o significado que nos interessa aqui é o de “renúncia voluntária”. Porque essa é a base da oferta, da oferenda e até da privação. Esse é o conceito mais profundo de sacrifício. Quando oferta algo a alguém, você está renunciando a algo que lhe pertencia para honrar a outra pessoa. Quando se priva de algo, como, por exemplo, quando se priva da diversão para estudar pra uma prova, você está renunciando àquele momento de lazer em favor de algo mais importante (passar na prova).
Essa renúncia, quando feita de modo racional, isto é, usando a lógica, é a base de todas as conquistas duradouras. Para passar de ano na escola, você precisa renunciar. Renunciar a horas do seu dia para assistir às aulas, renunciar à sua vontade de ficar tagarelando com os amigos para prestar atenção ao professor, renunciar ao tempo livre para estudar para as provas… Ao chegar perto do vestibular, dependendo da dificuldade do curso pretendido, a pessoa precisa renunciar ainda mais. E, depois de entrar na faculdade, continua renunciando para passar nas provas e para alcançar o diploma.
Toda a vida adulta é feita de renúncias calculadas (ou deveria ser). Quando crianças, renunciamos apenas raramente (e a contragosto) em coisas como escola ou obediência aos pais. Mas depois de adultos, renunciamos às nossas vontades imediatas para guardar dinheiro para coisas maiores como carro, casa, pagamento de dívida, viagem, cirurgia, tratamento médico, etc. Nós até conseguimos entender a renúncia de algo que podemos ver por algo que também podemos ver e que tenha valor para este mundo. Mas geralmente não percebemos que, para mantermos a saúde física, mental e espiritual, também é necessário renunciar.
Para manter a saúde física, nós precisamos renunciar à nossa vontade de comer alimentos que nos fazem mal (oi, açúcar! oi, aditivos químicos! oi, gordura hidrogenada!) e comer alimentos que nos fazem bem, mas que, nem sempre estão no rol de nossas vontades (alguém aí acorda pensando “hummm…que vontade de comer agrião!”?). Além disso, precisamos mexer nossos corpitchos em vez de passar o dia atirados na cama tomando sorvete, como poderia ser nossa vontade. Também é importante renunciar à vontade de ficar acordado até altas horas da madrugada, para dormir em um horário decente e não prejudicar a produção de melatonina.
Da mesma forma, para manter nossa saúde mental e espiritual, precisamos também renunciar, dia após dia. A boa notícia é saber que já somos bem habituados a renunciar em outras áreas da vida (levantando da cama para trabalhar, tomando banho em um dia frio, saindo de casa em um dia quente, lavando a louça quando sua vontade é comer logo, cozinhando quando preferia comer algo pronto, além dos que eu já citei). Já sabemos fazer isso. Agora é só aplicar nas áreas em que o coração e a vontade têm mandado.
Você já aprendeu a identificar os pensamentos do gremlin, que tentam distorcer sua visão a respeito das circunstâncias e de si mesmo. Já entendeu que esses pensamentos se aproveitam mais dos seus sentimentos do que da lógica para sobreviverem. E já aprendeu a não dar comidinha para eles. Eles só sobreviviam e tentavam voltar toda hora porque você se viciou em se guiar pelos sentimentos para avaliar o que era verdade e o que não. E também se guiava pelos sentimentos para escolher em que pensar e em que não pensar.
Dependia da vontade de fazer algo certo para, de fato, fazer algo certo.
Mas agora essa área da sua vida vai sair da infância e entrar na vida adulta. Vai começar a ser definida conscientemente, pelas suas decisões, e se estabelecer pela renúncia consciente de suas vontades. Até se solidificar e virar parte de quem você é. Fazer o que tem de ser feito, sentindo vontade ou não. Manter a decisão de alimentar os pensamentos que dão força e ânimo e matar os outros pensamentos de fome. Acompanhe o raciocínio (meus comentários estão entre colchetes):
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
[Note, primeiro, que Deus se agrada da adoração racional. É quando você sabe o que está fazendo, por que está fazendo e para Quem está fazendo. É quando você se interessa em conhecê-LO pela meditação direta na Palavra dEle. O culto racional é apresentar nossos corpos em sacrifício, isto é, renunciar à nossa vontade de reagir de acordo com nossos sentidos e, em vez disso, obedecer a Ele. Se tornar a própria oferta, se colocando à disposição para pensar como Ele pensa, agir e reagir como Ele ensina que devemos agir e reagir.
Apresentar nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus nos faz moldáveis como argila, para que Ele nos faça de novo à Sua imagem e semelhança. Assim, acabou aquela conversa de “ah, eu não consigo mudar” ou “ah, esse é meu jeito” ou “ah, eu sempre fui assim” e outras frases que o estado de drama nos leva a repetir. Mudamos quando decidimos mudar. Não é fácil e exige sacrifício. Exige renúncia diária e no começo é muito mais difícil e exige muito mais de nós do que gostaríamos, mas vale a pena. E vemos a diferença.
Existe algo muito interessante envolvendo esse tipo de renúncia: quanto mais sacrificamos nossa vontade de ficar pensando errado, quanto mais sacrificamos nosso direito de nos sentir vítimas, quanto mais sacrificamos nosso direito de acreditar naquilo que sentimos ou achamos e que nos prejudica, mais fortes ficamos. É perceptível. É a força do nosso entendimento tomando o controle das “mãos” do coração.]
“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
A renovação do nosso entendimento é o que nos transforma. Não é a mudança de sentimento, a mudança de religião ou a mudança de hábitos. É a mudança da forma de pensar. O chamado para renovar nosso entendimento vem depois do alerta para que não sejamos conformados com este mundo. “Conformar” aqui não é simplesmente no sentido de se acomodar, mas sim de tomar a forma. Não tome a forma deste mundo. Não tome a forma negativa, irracional, impaciente, maldosa e descontrolada deste mundo. Mas tome uma nova forma, mude a sua forma por meio da renovação do seu entendimento.
E como se renova o entendimento? Alinhando a sua mente à Palavra de Deus. Ela será a base do seu novo padrão de pensamento (falaremos sobre padrão de pensamento amanhã). Fazendo isso, você experimentará a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Agora me diz aí: com uma promessa dessas, com o que raios você precisa se preocupar?


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PS: Coloque em prática o que aprendeu a partir de hoje. Se quiser, pode fazer como a leitora Tathy, que resolveu imprimir todos os passos para reler e anotar, para não se esquecer. Excelente ideia. A gente faz isso com as coisas que estuda, não é? Eu fiz isso na época em que decidi renovar a minha mente. Anote as coisas mais importantes que você precisa se lembrar e leve sempre com você.
PS2: Amanhã a gente continua falando sobre o “como”. Mas fazfavor de fazer a lição de casa, obedecendo à orientação desse post.
PS3: Tenho muito a falar sobre os comentários que tenho recebido, mas prefiro fazer aos poucos, em posts separados, para não dar indigestão em ninguém rs.
PS4: Por falar nisso, os comentários são enviados a mim e leio todos antes de aprovar, por isso parecem sumir quando você envia. Eles só aparecem depois de aprovados.
#JejumdeDaniel  #Dia 12
*  Amanhã tem novo post aqui.
** Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão diários e voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.
*** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

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