terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sobre a campanha ridícula contra Os Dez Mandamentos



Uma das coisas mais idiotas que já li nos últimos tempos (e olha que a internet tem nos brindado com muitas coisas idiotas nos últimos tempos) foi que a Igreja Universal nos obriga a comprar ingressos para o filme Os Dez Mandamentos. Na verdade, o jornalismo-preguiça ainda não se decidiu. Uma hora dizem que a igreja nos obriga a comprar ingressos para o filme, outra hora diz que a igreja compra ingressos para distribuir entre a gente. Decidam-se, é uma coisa ou outra. Não dá para ser as duas.

A verdade é que a imprensa está horrorizada e procura razões, dentro de seu saco de preconceitos, para explicar o enorme sucesso da pré-venda do filme, que já ultrapassou a casa de dois milhões e bateu vários recordes. E, provavelmente também esteja ofendida, porque, segundo a Folha de São Paulo, não haverá "sessões para críticos de cinema antes da estreia, como é de praxe no meio".

Por nunca terem se interessado em saber como somos de verdade, fora das páginas distorcidas da Veja, Folha, Globo & Cia, esse pessoal não tem dados suficientes para entender o fenômeno. Primeiro, o público de Os Dez Mandamentos não é só a Universal - e isso é fato. Falam como se a novela não tivesse sido um sucesso absoluto, liderando audiência no horário nobre inclusive quando concorria diretamente com a novela das nove - principal produto da Globo. Coisa que nunca aconteceu na história da emissora dos Marinho (a novela "Pantanal", da Rede Manchete, só começava depois da novela da Globo terminar...ninguém nunca teve coragem de bater de frente).

Vi gente sem noção argumentar que ninguém vai ao cinema para assistir a uma coisa que já assistiu na TV...oi? Em que mundo vocês vivem, pessoas azuis? Quantas vezes já assisti "De volta para o futuro" na TV? Milhões de vezes...e na sessão da tarde! E quando passou no Cinemark, lá estava eu, meu marido e a sala de cinema cheia para assistir ao filme i-gual-zi-nho ao da TV. Por que fomos? Porque amamos o filme e queríamos vê-lo na telona. Imagina se não iria querer muito mais ir ao cinema ver o que ainda não vi! Sim, porque eu vi uma novela. A edição necessária para se transformar quase duzentos capítulos em duas horas de filme cria, inevitavelmente, algo completamente diferente. Tem de ser muito desprovido de capacidade cognitiva para não entender isso.

 Sem contar que, se fôssemos seguir esse tipo de "raciocínio" dessas pessoas, os cinemas iriam à falência. Porque hoje em dia, pouquíssimo tempo depois do lançamento, qualquer filme já está disponível para baixar e assistir na TV. E alguém deixa de ir ao cinema por isso? A experiência do cinema é algo que absolutamente nada é capaz de substituir. Eu poderia ter esperado para assistir ao novo Star Wars na TV, mas fui ao cinema - e DUAS vezes. 

Porém, além do público não Universal da novela Os Dez Mandamentos, é lógico que existe um público enorme que é da Universal (eu, incluída. Membro da Universal há exatos 16 anos e um mês). E vou dizer um pouquinho como somos. Nossa cultura é de compartilhamento. Tudo o que nos faz bem, queremos compartilhar com os outros. AMAMOS a novela Os Dez Mandamentos porque vimos uma história tão importante sendo retratada com delicadeza, inteligência, competência e respeito. E, quando amamos alguma coisa, queremos passá-la adiante.

Por isso você vê membros da igreja comprando, do próprio bolso, ingressos para levar pessoas que não têm condições de ir. E você sempre vai ver isso. Quer seja em um lançamento de livro, quer seja em uma estreia de filme. Você sempre vai ver pessoas que têm mais condições (ainda que não muitas) ajudando quem tem menos. Compramos dez exemplares de livros para doar, se pudermos. Mas quem entende isso nesse mundo egoísta em que a mídia vive? 

E, para não ser injusta, preciso dizer que isso não é exclusividade da Universal. Ou como vocês acham que os padres cantores/escritores vendem tantos livros? Já presenciei a cena diversas vezes, e a última delas nem foi em lançamento. Uma senhora católica chegou na livraria e pegou uma pilha de livros do padre Marcelo, dizendo que sempre comprava para doar a amigos e vizinhos. Mas talvez a mídia não fale disso por achar que, vinda de católicos, a generosidade é válida e espontânea. E isso não é preconceito?

Sei que há membros que se dispuseram a comprar ingressos para pessoas que nunca foram ao cinema na vida. Mesmo se você não estiver nem aí para a história bíblica, é impossível negar a importância cultural disso. Pessoas que não têm condições de pagar uma entrada de cinema (a preços absurdos, principalmente em São Paulo, onde um ingresso pode custar mais de vinte reais) estão tendo a oportunidade de assistir a uma produção nacional por causa da generosidade de um grupo de desconhecidos. 

Eu não fui obrigada a comprar ingresso nenhum - e nem precisaria. Assim como quase todo mundo que acompanhou a abertura do Mar Vermelho na Record, desde o primeiro anúncio que vi do filme, já decidi comprar. Já adquiri o meu e o do meu marido na pré-venda e duvido que vá uma vez só. Como já disse, se assisti a Star Wars duas vezes, iria apenas uma ao cinema assistir a Os Dez Mandamentos?

E, para os sem-noção que perguntaram por que a Record não passa o filme em igrejas em vez de nos cinemas, eu realmente não acredito que preciso responder a isso... quanto maior a exposição, maior o público alcançado. A quem interessa agir como se o conteúdo bíblico fosse algo menor ou menos digno que a mitologia grega ou uma história de super heróis? Ou por que uma porcaria distorcida como o filme Noé, do Aronofsky, pode estar no cinema sem sofrer represálias e há uma campanha tão ridícula contra uma produção nacional de qualidade  como Os Dez Mandamentos?

Eu sei de onde vem essa oposição e sei que ela é inevitável. Porém, não deixo de me indignar quando alguém tenta subestimar minha inteligência tentando descredibilizar o filme antes mesmo da estreia. Graças a Deus, outra característica nossa é a personalidade bem definida. Eu sou muito do contra. Se vem campanha midiática tentando minimizar o sucesso do pré-lançamento, aí é que me dá vontade de fazer mais. 

Dá vontade de comprar dezenas de ingressos e sair distribuindo entre quem quer ir e não tem como, coisa que eu faria, se pudesse, e torço para que pessoas que possam sair fazendo isso, realmente o façam. E, assim, eu entendo bem quem tem condições e resolve comprar 22 mil ingressos, como o UOL diz que alguém fez em Recife (se é que essa informação é verdadeira, porque, enfim, é o UOL).  Com toda essa campanha contra, a gente não desiste, não se intimida. Só se fortalece mais e fica com ainda mais vontade de ver esse filme ser o maior lançamento da história do cinema nacional. 

Porque é isso que nós aprendemos com Moisés e com o Deus que enviou as dez pragas para libertar o Seu povo. É uma história de perseverança, de força, de generosidade, de permanecer firme contra a oposição, de manter a fé, de crer no que não vê, da criação de um povo com identidade sólida... É uma história que se conecta comigo, que sou da Universal, mas que também se conecta com o católico, o espírita, o budista, o ateísta, etc. porque não se conecta com rótulos, mas com seres humanos. Por isso eu realmente fico indignada ao ver todo o esforço por divulgar um conteúdo de extrema qualidade (não apenas técnica) sendo reduzido a uma conversinha de comadres nesses sites de fofoca notícia "a Universal está pagando", "a Universal está obrigando", como se fôssemos um grupo de zumbis descerebrados. 

Vamos deixar, então, que, a partir de quinta-feira, os cinemas falem por si. E eu realmente espero, de todo o meu fígado (que é maior que o coração), que o filme fique muito, mas muito tempo em cartaz. E que bata todos os recordes a que tem direito. E que traga uma mensagem positiva, de fé e de força, para variar um pouquinho. Coisas que não vemos noticiadas, porque, enfim, não vendem jornal.


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PS: Meu blog voltou a funcionar! :D Já coloquei esse texto lá, clique aqui para ver. 



11 comentários:

  1. Meus parabéns pelo posicionamento maravilhosamente crítico e sensato contra essa baboseira que a mídia quer impor a todos acerca do filme "Os Dez Mandamentos". E, como dito por você, temos "personalidade bem definida" por estarmos na presença Dele e, devido a isso, tais ataques só fazem crescer a nossa Fé, pois como ocorrera com a Igreja Primitiva, também ocorre hoje tais acusações falsas, pois o Espírito é o mesmo. E assim sendo, devemos é deixar tudo nas mãos Dele e, com certeza, muitas almas vão ser ganhas para Ele!
    Deus a abençoe!

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    1. falou tudo que nos ta engasgado desde que começaram com esta campanha contra ,eu e a minha familia iremos não só uma vez espero.

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  2. Sinto prazer em ler artigos inteligentes.. Beijos da sua mais nova assídua leitora.

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  3. Tudoooo!!!!
    Disse tudo que eu gostaria de dizer.
    Deixe que se mordam,estão a serviço do mestre deles.

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  4. Mediante a esse inteligente e verdadeiro texto me encontro sem palavras.
    Foi um ótimo desabafo que milhares e milhares de pessoas desejam fazer.
    Parabéns Vanessa Lampert 👏👏👏

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  5. Parabéns por falar tudo que nós que somos A Universal pensamos Parabéns

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  6. Não preciso dizer mais nada, vc ja está disse tudo!
    Mt inteligente, show!!!
    Estamos juntos...

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  7. É isso aí, falou e disse toda verdade.

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  8. Já era sua fã, mas desta vez você me deixou de boca aberta! Obrigada por nos dar voz de maneira tão sensata! Parabéns Vanessa

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  9. Concordo plenamente com suas palavras. Muito bem colocadas. Não entendo porquê quando se trata da Igreja Universal fazer o bem incomoda tanto. Com tanta coisa para as pessoas se preocuparem ficam desperdiçando forças em denegrir a imagem desse filme que tem uma mensagem linda de fé. Nos ensina tanta coisa boa. Todos deveriam ficar felizes afinal é uma produção nacional com uma grande repercussão internacional e por incrível q pareça dessa vez é positiva. Afinal a imagem q nosso país tem vendido não é das melhores.

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  10. Concordo plenamente com suas palavras. Muito bem colocadas. Não entendo porquê fazer o bem incomoda tanto. Tantas coisas para as pessoas se preocuparem.Estão desperdiçando forças em denegrir a imagem desse filme q tem uma mensagem linda de fé. Nos ensina tanto. Além d ser uma produção nacional. Todos deveriam ficar felizes pela repercussão internacional do filme. Afinal dessa vez é de uma forma positiva que o nosso país está em destaque como a muito tempo não vejo.

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